sábado

Ciclone devasta Norte de Moçambique


Quatro pessoas morreram e 70 ficaram feridas em consequência da passagem por Moçambique do ciclone "Favio", que atingiu no dia 22-02-2007 a cidade de Vilanculos, 800 quilómetros a norte de Maputo.

Na cidade de Vilanculos, a destruição é total. Os telhados foram arrancados, as paredes foram abaixo, pouco ou nada ficou de pé.
Pior é o drama das muitas pessoas que ficaram sem nada. Sem casa e só com a roupa do corpo. As autoridades locais estimam que o número de desalojados chegue aos 40 mil habitantes.
Agora, depois da passagem dos ventos a mais de 180 quilómetros por hora, a situação está mais calma, e a região espera agora toda pela ajuda da comunidade internacional.

O centro do ciclone tropical "Favio" atingiu a costa de Moçambique desta madrugada na localidade de Vilanculo, província de Inhambane, a escassa distância do arquipélago de Bazaruto. De acordo com Casimiro Abreu, do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), a região estava esta manhã a ser atingida por "ventos muito fortes " que "arrancaram árvores e a cobertura de casas".
Entretanto, continua em vigor o "alerta vermelho" decretado pelas autoridades moçambicanas para a costa sul e centro do país, entre as províncias de Sofala e Gaza, face à aproximação do "Favio". De acordo com as previsões do INGC, uma vasta linha de costa que vai de Buzi (Sofala) a Congoene (Gaza) deverá ser afectada pelo ciclone.
Antes de atingir terra, o "Favio" aumentou de intensidade, passando de categoria três para quatro (numa escala de um a cinco). Na Televisão de Moçambique têm passado regulamente "spots" ao longo do dia em que personalidades como o antigo futebolista do Benfica Mário Coluna ou o bispo Dom Dinis Sengulane surgem nos ecrãs aconselhando as populações ameaçadas para as medidas de prevenção a adoptar.
O INGC tem aconselhado o encerramento de escolas e fábricas que estejam na rota do ciclone, alertando igualmente as populações para se afastarem de zonas propensas a inundações, verificarem a segurança de portas e janelas e para manterem uma reserva de alimentos. De acordo com este organismo, citado hoje pela UNICEF em comunicado, um total de 89.390 pessoas estão em risco nas províncias de Sofala e Zambézia.
Um total de 210 militares das Forças Armadas vão estar também posiciona dos para intervir em casos de salvamento de pessoas. O ciclone "Favio", que desde a madrugada do dia 22-02 está a fustigar a costa sul de Moçambique com ventos superiores a 160 km/h, atingiu terra próximo da ilha de Bazaruto.

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